Nunca a viu dançar. Por vezes imagina-a e apetecia-lhe ser soalho (ou a barra de exercícios, aplainada e envernizada para que nunca lhe ferisse as mãos).
Se pudesse, dizia-lhe: dança, dança com advérbios de modo nas coxas, dança os passos por dentro da noite, dança pela toca fora até ser dia, mas dança, dança sempre.
Se pudesse era-lhe o soalho ou as pontas de gesso.
Dança.
Publicado por jb em abril 21, 2004 05:00 PM