Os mortos serão enterrados.
Filhos nascerão, contarão a história.
Netos nascerão, lê-la-ão nos livros da escola. Imaginarão os avós que não viram.
Um dia o que hoje é o mais puro terror será apenas uma data.
Ao medo não cederemos nunca. Em Espanha. Ou em Portugal.
E talvez, mas talvez (porque não sei, porque tão não sei) esta não seja ainda a altura de se decidir o que quer que seja. Pelo menos antes de se saber quem foi.
Neste momento a única decisão que podemos tomar
é viver.
Aconteça o que acontecer. Não ceder ao medo.
Viver.
Em honra aos que morreram.
E não cometer o erro de nos tornarmos tão bárbaros quanto os criminosos incapazes de perceber que cada vida humana é uma vida em si mesma.
Não temeremos.
Publicado por jb em março 12, 2004 07:37 PM