Podia ser só a emoção a fazer-me escrever destas palavras. Mas Janita encheu o Grande Auditório do CCB com o cristal da sua voz, com a intensidade das suas memórias, com o resultado da exigência que impõe à sua arte. Alinhou-se assim o concerto:
Tardes de Casablanca
Poema a Florbela
Ninguém tem mais peso que o seu canto
Poema oferecido a meus amigos
Paisagem com homem (com Pedro Jóia)
União Europeia (Adeus Cal) (com Pedro Jóia)
Senhora do Almortão (com Pedro Jóia)
Cante cigano (com Pedro Jóia)
Sinal de ti
Não é fácil o amor
Canção de Lisboa (de e com Jorge Palma)
Ciganos (com Jorge Palma)
Cerejeira das cerejas pretas miúdas
Redondo Vocábulo
Eu hei-de amar uma pedra (com Vitorino)
O homem do largo (com Vitorino)
Roda das Mafarricas
O Poder
Extravagante
Encores
Utopia
Credo
Ciganos (novamente com Jorge Palma, mas pouco)
Poucos poderão cantar Zeca Afonso como Janita canta. E que músicas ele escolheu para nos dar essa certeza!
Admito que senti a falta d' O Poema a uma Estrela Cadente, mas é só porque essa é a música que mais me emociona ouvi-lo cantar, não que tenha sido uma lacuna.
De resto, não conseguiria eleger o ou os temas em que esteve melhor. Mas é porque não consigo ter o distanciamento suficiente. Acho que nem quero.
Publicado por cm em março 7, 2004 12:46 AMEstive lá... e concordo inteiramente contigo!
Abraço
Assisti uma vez há 5 anos a um recital do Janita.Fiquei para sempre agarrada. E às vezes sonho o quase impossivel-Poder cantar ao lado dele.Enfim...não custa nada sonhar...
Afixado por: Valeria Mendez em março 7, 2004 08:10 AM