Explicaste-me o quando, o como e o porquê. Disseste que não te arrependias. Eu arrependo-me de tudo antes de o fazer, razão pela qual prefiro os livros aos homens. E às mulheres. E disse-te: eu não fui assim, eu não poderia ser assim.
Tentei explicar-te que por esses dias, enquanto vivias, enquanto experimentavas, eu cantava, baixinho para que ninguém percebesse que eu existia:
"Oh mother, I can feel the soil falling over my head
and as I climb into an empty bed
- oh well, enough said"
Tu não podias perceber. Que eu nasci velho, cansado, que "Nature's too harsh and I'm too delicate".
Mas agora, agora que se foda, a rainha está morta há muito, explico-te tudo.
Está aqui:
NEVER HAD NO ONE EVER
"When you walk without ease
on these streets where you were raised
I had a really bad dream
it lasted 20 years, 7 months, and 27 days
And I know that, I know that
I never had no one ever
Now I'm outside your house
I'm alone
and I'm outside your house
I hate to intrude
I know I'm alone
I'm alone, I'm alone, I'm alone
And I never, never had no one ever
I never had no one ever"
Eighteen, clumsy and shy - e lá se encontrou uma vaga para um "back scrubber" - actividade que desempenho como poucos. I know it's over. Agora já sabes - é que eu ainda caminho "without ease" e estas ainda são "the very streets where" eu cresci. E não me esqueço desse "bad dream" que durou (exactamente) "20 years, 7 months". Nasci nele. Tornar-me-ei nele. Never had no one over.
Publicado por jb em fevereiro 25, 2004 03:21 PM